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terça-feira, 23 de outubro de 2012

O ÍNDICE DA MALDADE – CANIBAIS E VAMPIROS


Neste programa da série “O Índice da Maldade” (dividido em 9 partes curtas, no Youtube), o psiquiatra forense Michael Stone analisa alguns casos de canibais e um de vampirismo.

Armin Meiwes, canibal alemão

Armin Meiwes, canibal alemão
Na internet, procurou alguém que aceitasse ser assassinado e comido. Um homem respondeu: “Espero que me ache saboroso!”.
Na casa de Meiwes, ele dá remédios à vítima para que durma. Então dá-lhe um beijo… e algumas facadas. Em seguida, drenou o sangue do morto, dissecou seu corpo e congelou 20 quilos de carne, o que lhe permitiu fazer refeições regadas a vinho por alguns meses.
Procurando nova vítima, volta à internet, mas alguém o denuncia à polícia.
Para o dr. Stone, Armim Meiwes consegue 7 pontos na sua Escala da Maldade – assassino altamente egocêntrico, que mata por razões narcisistas.
Não é um serial killer porque não teve tempo de ser – foi preso antes.

Andrei Chikatilo

Andrei Chikatilo, canibal russo
Russo, matou 52 mulheres e crianças.
Foi executado em 1994.
Alcança o grau máximo no Índice da Maldade: 22 pontos.
(o vídeo abaixo é um extra do programa, que fala sobre pesquisas relacionadas à memórias traumáticas)

Richard Chase

Richard Chase
Problemas na infância, drogas e delírios: difícil apontar apenas uma causa para o comportamento de Chase.
Acreditava que seu sangue estava sendo envenenado pela mãe e por nazistas, e passou por vários psiquiatras. Começou por beber sangue de animais, depois injetou sangue de coelho em suas veias.
Por fim, matou 6 pessoas. Mas fez sexo com vítima, antes e depois da morte.
Foi considerado são no julgamento! Preso, suicidou-se com seus remédios controlados.
Grau 17 na Escala de Maldade.
(outro extra, uma pesquisa sobre esquizofrenia)

Rod Ferrel

Rod Ferrell, vampiro
Com amigos, tinha uma seita de vampirismo. Uma das participantes disse que gostaria que seus pais sumissem. Ele organizou uma invasão à casa dos pais dela e, com golpes de pé-de-cabra, os matou.
Foi condenado à pena de morte, mas esta foi posteriormente convertida a prisão perpétua.
Em entrevista ao dr. Stone, afirmou: “Você que saber o que é ser um vampiro? Equivale à vida, equivale ao poder, equivale ao princípio da existência. É a comunhão, é a hóstia sagrada na língua.”
Atingiu o índice 10 da Escala de Maldade, reservado para psicopatas egocêntricos.
Apesar de ter cometido um homicídio duplo, não é um serial killer também (não foram “em série”, isto é, afastados um do outro temporalmente), mas talvez seria, se não fosse preso.
*
Saiba mais:
- outros vídeos da série “O Índice da Maldade
- história completa de Armin Meiwes

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Armin Meiwes, o canibal de Rotenburg


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Armin Meiwes
NomeArmin Meiwes
Nascimento1962
RotenburgAlemanha
Nacionalidade Alemanha alemã
CrimeHomicídio com consumo do cadaver
PenaPrisão perpétua
Armin Meiwes, canibal alemão







Armin Meiwes (O canibal de Rotenburg), nascido em 1962, é um alemão usuário daInternet que se tornou conhecido como "Der Metzgermeister" (O Açougueiro Mestre).

História

Através de um site para pessoas que se "oferecem" como alimento, Armin Meiwes combina junto de Bernd Jürgen Armando Brandesque ele iria assassiná-lo e comê-lo. Em março de 2001, em sua casa, Meiwes e Brandes se relacionam sexualmente. Após rezar pelo companheiro, planejam juntos como ele seria devorado. Meiwes então amputa o pênis de Brandes (com o consentimento dele) em uma pequena peça apelidada de "matadouro", decorada com objetos de açougue e uma jaula, e os dois comem juntos antes de Brandes morrer. Brandes insiste para Meiwes arrancar seu pênis a dentadas, mas não foi possivel então Meiwes usou uma faca. A primeira estava sem fio, então ele usou uma faca mais afiada e finalmente conseguiu arrancar o pênis fora. Em seguida começou a temperá-lo em uma frigideira com pimenta e alho, e serviu para que os dois comessem. Brandes não conseguiu comer sua porção, pois estava muito dura. Ele havia pedido ao seu amigo para desmembrá-lo apenas após perder a consciência, com o uso de remédios para dormir. Assim sendo, Meiwes por fim o esfaqueia no pescoço, seccionando a cabeça do corpo, pendurou seu corpo em um gancho de açougueiro e começou a fatiá-lo. Todo o incidente foi gravado em vídeo.
O corpo foi mantido no freezer, de onde Armin Meiwes retirou carne por meses e comeu em suas refeições diárias, chegando a ingerir cerca de 20kg do cadáver. Em sua primeira entrevista após a condenação, Meiwes disse que refogou o "filé" de Bernd com sal,pimentaalho e noz-moscada. Também disse que comeu os "bifes" com croquetes princesacouve-de-bruxelas e molho de pimenta-verde. O sabor da carne, segundo Meiwes, era "semelhante ao da carne de porco, um pouco mais amarga e mais forte, mas um sabor muito bom"[1]. Quando a carne acabou, colocou um novo anúncio na internet e acabou denunciado por um internauta, sendo preso. Até hoje a condenação de Meiwes gera polêmica por conta da morte concebida do amigo. Brendes assumidamente desejava ser morto nas mãos de Meiwes. Para a polícia, o canibal disse que sempre quis ter um irmão mais novo e que o seu ato selava uma amizade onde ambos ficariam juntos para sempre.

Cultura popular

A música Mein Teil, da banda Rammstein, é sobre o incidente.
Na sitcom britânica The IT Crowd, há uma referência ao incidente. No episódio terceiro da 2ª temporada com o nome de "Moss and the German".

Ver também

  • Antropofagia
  • Canibalismo
  • Referências

    1. Ligações externas


    [Atenção: contém imagens fortes.]
    O pai do alemão Armin Meiwes saiu de casa quando ele tinha 6 anos, levando os irmãos da criança. Meiwes ficou só com a mãe, que lhe explorava. Na escola, era humilhado. Em casa, Meiwes dissecava bonecas e queimava, já fantasiando com canibalismo.
    Já adulto, a mãe continua a ser presença perturbadora em sua vida (lembrando o caso de Ed Gein). Após a morte dela, Armin Meiwes coloca suas fantasias em prática. Com o nick de “antropófago”, ele procura alguém, na internet, que aceite ser assassinado e comido. Manteve contato com cerca de 400 homens interessados em canibalismo. Após 2 anos, em 2001 um homem responde: “Espero que me ache saboroso”. Nesta época, segundo seus vizinhos, Meiwes era um homem tranquilo, que brincava com as crianças.

    Armin Meiwes, O Açougueiro Mestre
    Armin Meiwes, O Açougueiro Mestre

    Bernd Jürgen Brandes, a vítima
    Bernd Jürgen Brandes, a vítima
    Bernd Jürgen Armando Brandes era o nome do homem que se candidatou ao sacrifício, que ocorreria na casa de Armin Meiwes. Meiwes primeiramente cortou o pênis de Bernd e comeram o órgão juntos, frito com pimenta e alho. Brandes havia insistido para que Meiwes arrancasse seu pênis com dentadas, mas ele não conseguiu. Não gostaram do pênis, acharam a carne dura.
    Depois da “entrada”, Meiwes deu remédios a Bernd para que dormisse. Então deu-lhe um beijo… e algumas facadas no pescoço. Então dependurou o corpo em um gancho de açougue, drenou o sangue do morto e o dissecou.
    Conseguiu congelar 20 quilos de carne, o que lhe permitiu fazer refeições regadas a vinho por alguns meses.
    Diria depois que a carne humana tem gosto “semelhante ao da carne de porco, um pouco mais amarga e mais forte. Tem um gosto muito bom”. E que, no dia do crime, Bernd queria ser esquartejado logo, o que lhe contrariou, pois queria conhecê-lo melhor.
    Armin Meiwes, fotos do crime
    Armin Meiwes, fotos da vítima
    Armin Meiwes, canibal alemão
    “O ato de comer os restos mortais deu sentido à morte, já que o corpo não foi jogado fora.”, disse o alemão em seu julgamento. “Eu salguei o filé de Bernd com sal, pimenta, alho e noz-moscada. Comi ele com croquetes, couve de Bruxelas e molho de pimentão verde.”
    Procurando nova vítima, Meiwes volta à internet, mas alguém o denuncia à polícia. Na sua casa, os agentes acham restos da vítima e um vídeo do assassinato. As imagens eram tão fortes que os policiais precisaram de acompanhamento psicológico.
    Armin Meiwes ficou conhecido como “O Açougueiro Mestre” ou como “O Canibal de Rotemburgo”. Tinha quase 40 anos na data do crime, e, a vítima, 42.
    No seu julgamento, o canibal disse: “Se eu tivesse ido a um psiquiatra há alguns anos, provavelmente não teria feito o que fiz.”. Meiwes foi acusado de homicídio por razões sexuais, já que canibalismo não era um item presente no Código Penal alemão (no brasileiro, existe o crime de “vilipêndio a cadáver”, artigo 212, ato sujeito a detenção de 1 a 3 anos).
    Armin Meiwes, canibal alemão

    Meiwes, que era técnico em informática (a vítima era engenheiro de computação), foi condenado à prisão perpétua (primeiramente havia sido condenado a 8 anos de prisão, mas a promotoria recorreu) – mas pode tentar a condicional após 15 anos de cadeia. O caso gerou uma grande polêmica jurídica na Alemanha, com muitas pessoas defendendo Meiwes das acusações mais graves – afinal, Bernd foi morto porque quis.

    No segundo julgamento, Armin Meiwes disse ao juiz que sua fome de carne humana já estava saciada e que estava arrependido de seus atos. Não convenceu o júri.
    O canibal falou ainda que sempre sonhou em ter um irmão mais novo, “alguém para fazer parte de mim” – e que o canibalismo era um modo de satisfazer este desejo. Bernd, por sinal, lhe mentira ser mais novo que ele.
    Em uma entrevista à televisão, Meiwes afirmou: “Quem não consegue entrar nesta história acha monstruoso o que fiz. Mas eu sou um ser humano normal.” Mas, contraditoriamente, afirmou: “Eu quero ir para a terapia, sei que preciso, e espero que isto aconteça em algum momento.”.
    “A primeira mordida foi com certeza única, indefinível, já que eu tinha sonhado com isto durante trinta anos, com esta conexão íntima que se faria perfeita através desta carne.”
    Quando era criança, Armin Meiwes gostava que a mãe lesse para ele a história de Joãozinho e Maria. “A parte em que João está para ser comido era interessante. Você não imagina quantos ‘Joãos’ estão circulando aí pela internet…”
    Armin Meiwes piada


    (“Nós alemães adoramos um handburguer.” ["hand" = "mão"])

    Armin Meiwes humor


    (“Não ‘gostei’ de você. Mas vou te ajudar assim mesmo. – Um herói kantiano” [referência ao filósofo alemão Immanuel Kant, para quem devemos fazer ao outro o que gostaríamos que fizessem por nós])

    Meiwes é um serial killer?

    Tecnicamente, Meiwes não pode ser considerado um serial killer, por algumas razões: a mais óbvia é que matou apenas uma pessoa. A mais controversa é que matar alguém com consentimento “não seria bem um homicídio”. Mas, para nós, Meiwes é um caso de estudo, sim. É um homicida em série “abortado” pela prisão – se não tivesse sido pego, poderia ter achado outra vítima voluntária. Ou mesmo começado a matar indiscriminadamente, se não achasse alguém disposto ao sacrifício.
    Além do mais, alguém que se oferece para ser assassinado em tais condições claramente possui distorções mentais intensas (não é um doente terminal implorando por eutanásia, nada disto) . Ou seja, é alguém que foi, de certa forma, manipulado em sua fraqueza. A nosso ver, Bernd é uma vítima, sim.
    *

    Rammstein – “Mein Tell”

    Seguindo a dica do leitor Gabriel Almeida, coloco o vídeo da música “Mein Tell” (“Meu pedaço” ou, dizem, “Meu pênis”), da banda alemã Rammstein, que faz referência ao caso Armin Meiwes (como você provavelmente não entenderá o que é cantado, veja a tradução aqui).
    É tensa!

    “Está tão bem preparado e bem esquentado

    e tao bem servido em porcelana

    para acompanhar um bom vinho e uma boa luz de vela (…)”

    *
    Fontes extras: WikipédiaG1Terra
    *

    Janta comigo esta noite?
    Janta comigo esta noite?

    Saiba mais:

    * ensaio: “O canibalismo”.



    Fontes: Wikipédia e O serial killer

sábado, 1 de setembro de 2012

O Estripador de Lisboa

Material do blog O Seral Killer


A história abaixo foi uma dica da leitora Fabiana Gomes. (Muito obrigado, Fabiana.)

Já havíamos publicado aqui o caso do Estripador de Lisboa, serial killer até então não-identificado, que matou ao menos três prostitutas na capital de Portugal entre 1992 e 1993.
Muitos achavam que ele já estava morto.
José Guedes - Estripador de Lisboa
Contudo, uma investigação realizada por uma jornalista chegou a um homem que afirma ser O Estripador de Lisboa: José Guedes (foto ao lado), 46 anos, operário desempregado. José Guedes disse ter matado prostitutas também na Alemanha, em 1994, e uma no interior de Portugal, no ano 2000 (crime ainda não prescrito).
José Guedes foi preso – não pelos homicídios, mas porque, em uma mensagem de celular, ameaçou voltar a matar.
No vídeo abaixo, a entrevista onde José Guedes confessa ser O Estripador de Lisboa e revela detalhes dos crimes:

“Não, nunca cortei o pescoço a ninguém. Estrangulei? Estrangulei. Mas nunca cortei.”
Ok…
Há quem duvide que José Guedes seja o Estripador. É bom mesmo ter um pé atrás. Embora seja incomum e surpreendente, ocasionalmente acontece de um maluco assumir crimes alheios em busca de auto-promoção. Mas, segundo se diz, José Guedes relatou detalhes dos crimes que só a Polícia conhecia.
Fonte: SOL
*
[ATUALIZAÇÃO 1] Uma grande reportagem sobre o caso, em vídeo, aqui – narrada no delicioso purtuguês de Purtugal.
*
[ATUALIZAÇÃO 2] Capa de um jornal português de 4 de dezembro:
estripador de Lisboa
Aparentemente, foi o filho de José Guedes quem delatou o pai. Ao tentar entrar em um reality show, apresentou isto como trunfo: “Sou o filho do Estripador de Lisboa!” o.O (fonte)
*
Que tal ler a história de Jack, O Estripador?

Pela Wikipédia
Estripador de Lisboa
NomeJosé Guedes
NacionalidadePortuguesa
CrimeAssassínio
SituaçãoCapturado
O Estripador de Lisboa é o nome dado pela polícia e imprensa portuguesa aoassassino em série de três mulheres portuguesas entre 1992 a 1993 nas proximidades de Lisboa, capital de Portugal.
Existe forte suspeita que ele também seja responsável por outros dois crimes semelhantes em 1990 na mesma região, o que aumenta em três anos (1990 a 1993) a actuação do criminoso.[1]
No entanto em 2011 apareceu um "confesso suspeito" alegando e assumindo a autoria dos crimes atibuídos ao "Estripador de Lisboa".[2] José Pedro Guedes, de 46 anos, foi detido pela suspeita de ter assassinado e esventrado as três prostitutas na capital devido à vontade do filho em participar no reality show Secret Story - Casa dos Segredos 2.[3]
José Guedes confessou detalhes dos assassinatos ao site Sol, antes ser detido.[4] A "história" viria a provar-se fraudulenta tratando-se de uma brincadeira "de mau-gosto" de José Pedro Guedes. No entanto, apesar das provas que o ilibam dos crimes ocorridos em 1992 que se atribuem ao "estripador de Lisboa",como ficou por apurar o envolvimento ou não do senhor José Guedes no caso do homicídio da senhorita Filipa Ferreira as autoridades optaram por mantê-lo em prisão preventiva, estando portanto o nome dele dissociado deste caso, o que o confirma como não sendo o Estripador de Lisboa.

Os crimes do "Estripador de Lisboa"

A primeira vítima foi Maria Valentina, de 22 anos, conhecida como "Tina", que foi encontrada na manhã do dia 31 de Julho de 1992, atrás do barracão, num pinhal perto da Póvoa de Santo Adrião.[5] Ela levou golpes de faca entre o tórax e a barriga,[5] foi estrangulada, esventrada, cortada e teve os órgãos internos removidos[6][7][ligação inativa][8] do coração, partes do fígadointestinos e a vagina, deitada num banho de sangue.[5]
A segunda vítima foi Maria Fernanda, de 24 anos, também encontrada atrás de um barracão, perto da Estação Entre Campos, de manhã cedo, em 2 de Janeiro de 1993, por trabalhadores das obras da ponte ferroviária, também atrás de um barracão, desta vez no barracão do estaleiro das obras da dita ponte[5] (na época, a ponte ferroviária Entrecampos estava em construção). Foi também estrangulada, esventrada, cortada e teve os mesmos órgãos internos removidos da primeira vítima[6][7][8] (coração, partes do fígado, intestinos e a vagina), mas desta vez, teve os seios removidos.[5]
A terceira e última vítima foi Maria João, de 27 anos, encontrada em 15 de Março de 1993, a cem metros do local da primeira vítima, na Póvoa de Santo Adrião.[5] Tal como as vítimas anteriores, ela foi estrangulada, esventrada, cortada, os mesmos órgãos internos removidos da segunda vítima (coração, partes do fígado, intestinos, vagina) e os seios, mas desta vez, quase todos os órgãos foram removidos,[6][7][8] incluindo o pulmão inteiro da vítima.[5]

Investigações

Início

O serviço de prevenção da Secção de Homicídios recebeu a chamada "entre tantas outras" no País, no primeiro crime de 31 de Julho de 1992, se chocaram os integrantes da Polícia Judiciária (PJ) o modo de a Maria Valetina ser morta com os requintes de crueldades.[5] O cadáver seguiu para os exames periciais e médico-legista José Sombreireiro nunca tinha visto tal coisa, entre 40 mil autópsias nos 30 anos de experiência. Na investigação do PJ, ela era prostituta e toxicodependente, conhecida desde infância e apelidada de ‘Tina’. Durante o ano de 1992, surgiram telefonemas, muitas cartas anónimas foram enviadas e tudo foi investigado, mas mesmo assim faltavam provas, até o segundo crime.[5]
Em 2 de Janeiro do ano seguinte, o estripador voltou a atacar,desta vez a segunda vítima do assassino foi Maria Fernanda, que foi encontrada por trabalhadores das obras da ponte ferroviária.[5] Toda uma brigada da polícia foi mobilizada, mas ninguém teve dúvidas de que se tratava do mesmo autor do primeiro crime: o corpo retalhado, os mesmos órgãos retirados e o local encontrado.[5] Mas desta vez, o assassino cortou e removeu os seios da vítima no barracão do estaleiro em Entrecampos. Na investigação do PJ, ela era prostituta e toxicodependente, a mesma da primeira vítima.[5]

Polícia Judiciária (PJ)

A Polícia Judiciária (PJ) entrou no caso em 3 de Janeiro de 1993, após a morte da Maria Fernanda, investigaram o passado dela e da Maria Valentina, ambas eram prostitutas e toxicodependentes.[5] Seis homens a trabalhar 24 horas no mesmo caso e às vezes até com apoio com o departamento de combate ao tráfico de drogas, com o departamento a ceder homens da sua brigada de vigilância durante a noite.[5]
"Seguiram-se pistas entre Lisboa e Cascais, foram ouvidas várias pessoas ligadas ao passado delas, mas tudo informalmente, sem indícios suficientes para prender ou sequer interrogar alguém.", lamenta o coordenador João de Sousa.[5] A PJ sabia que os assassinos em série (ou serial killers) voltam a matar e corriam contra o tempo, mas faltavam pistas para prender acusado.[5]
Em 15 de Março, aconteceu o que a PJ temia: o estripador voltou a atacar e a terceira vítima do assassino foi a Maria João. A terceira vítima foi mutilada da mesma forma que Fernanda e encontrada a cem metros, onde foi encontrado o corpo de Valentina, mas todos os órgãos removidos.[5] A PJ investigou o passado da Maria João e era mais uma prostituta e toxicodependente, como as outras vítimas.[5]

Depois de 1993

Apesar das investigações, apontando os três crimes semelhantes, não houve crimes contra protistutas nos meses e anos que se seguiram. Apesar das evidências dos crimes, poucas ou nenhumas provas foram encontradas no local: nenhum sangue (excepto o das vítimas),[5] cabelos, pegadas ou pedaços de luvas do estripador. A polícia tinha alguns suspeitos, mas nenhuma prova contra eles.[9][ligação inativa]

Perfil

Vítimas

Todas as vítimas eram jovensbaixasmorenasprostitutastoxicodependentesseropositivas e, inclusive elas têm os mesmos nomesiniciais de "Maria", foram rasgadas com um objecto afiado que não era faca,[6][7][8] possivelmente bisturi.
Maria Valetina, mas conhecida como "Tina", era prostituta de 22 anos, frequentava a zona das Avenidas Novas em Lisboa – Técnico, as Avenidas Defensores de Chaves e 5 de Outubro.[5]
Maria Fernanda era prostituta de 24 anos e frequentava habitualmente apenas em Entrecampos.[5]
Maria João era prostituta de 27 anos, era residente em Santo António dos Cavaleiros e morava sozinha com dois gatos, era companheira de ‘Tina’, a primeira vítima.[5]

Estripador

Segundo o médico-legista José Sombreireiro, da época dos crimes, o perfil do Estripador encaixa num solitário, sem relações com as vítimas e acima de qualquer suspeita. Sem erros, o estripador nunca foi apanhado e os crimes deste criminoso podem ser considerados crimes perfeitos.[5]
Segundo José Sombreireiro, elas estavam vivas quando foram esventradas, apenas inconscientes devido a fortes pancadas na cabeça, praticadas pelo estripador, que arrancou o coração, fígado e pulmões demorou-se junto delas, mas nem assim deixou vestígios.[5]Mantinha os rostos das vítimas intactos e nunca limpou o sangue. Os três crimes foram cometidos de noite (provavelmente na madrugada, o que explica a ausência de testemunhas).[5]

Outros crimes

Após os três crimes, subsequentemente, as investigações do PJ apontaram semelhanças com outros crimes em 1990, na mesma região,[1] quando outras duas mulheres, também prostitutas, foram assassinadas[1] e os corpos foram encontradas[6][8][9] com semelhanças do Estripador de Lisboa.[1]
Em Março de 1993, dois agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI) estiveram em Lisboa,[vago][quando?] após o terceiro homicídio.[5] Traziam fotos e relatórios sobre crimes idênticos de New Bedford (cidade localizada no Estado de Massachusetts, nosEstados Unidos) em 1988.[5] onde existe a maior comunidade portuguesa dos EUA ao PJ.[5][10] O FBI relacionou os crimes do estripador com mortes semelhantes naquela cidade americana, pois ele poderia ter sido assassino em série activo naquela cidade.[11]Para FBI, a teoria é ele seja membro da comunidade portuguesa de New Bedford, que tinha deixado a cidade e o país para Portugal, onde voltou ao trabalho depois de chegar ao país nativo.[10] Alguns dias depois, a PJ prendeu um suspeito, mas foi logo solto por falta de provas.[5] Mas em Portugal, os corpos das vítimas foram brutalmente mutilados e isso não aconteceu em New Bedford (pois só foram encontrados meses depois), pois os dois agentes do FBI retornaram aos EUA, sem que nenhuma ligação dos crimes de 1988 jamais foram confirmados[10] e a identidade do assassino nos Estados Unidos permanece desconhecido.[10][11]
Entre 1993 a 1997,[11] houve também quatro crimes semelhantes em quatro países europeus, HolandaRepública ChecaDinamarca eBélgica.[10][11] As autoridades europeias suspeitam que serial killer de Lisboa pode ter se tornado motorista de camião de longo curso.[10] Isto permanece como especulação, pois nenhum dos assassinatos dos quatro países europeus foram resolvidos.[10]

Prescrições

Em 2005, os crimes contra as duas prostitutas em 1990 prescreveram.[1] No entanto, posteriormente as investigações do PJ concluíram que há semelhanças com os crimes, mas só encontraram evidências apenas três crimes de 1992 a 1993 são realmente praticadas pelo mesmo criminoso.[12]
Em 31 de Julho de 2007, o primeiro crime prescreveu.[12] O mesmo ocorreu outros dois crimes: o segundo crime em 2 de Janeiro de2008 e o terceiro e último crime em 15 de Março de 2008.
Mesmo que o assassino seja descoberto, não poderá ser processado ou julgado e, muito menso preso, pois pelo Código Penal de Portugal, qualquer um dos crimes ocorridos, prescreve em 15 anos e a pena é até 25 anos.

Prisão em 2011

No dia 30 de Novembro de 2011, vieram notícias a público que PJ (Polícia Judiciária) reabriu caso do Estripador de Lisboa. A reabertura aconteceu após tentativa do jovem participar do concurso de televisão chamado "A Casa dos Segredos". O jovem é o filho do Estripador de Lisboa, ao apresentar à produção do programa a dizer que poderar revelar a verdadeira identidade do assassino de Lisboa. O jovem acabou denunciar o próprio pai, chamado José Guedes, de 46 anos, ex-trabalhador da construção civil que vive emMatosinhos e que tem a trabalhar em Lisboa no momento.
Em 1 de Dezembro, a história também foi revelado à imprensa pela jornalista Felicia Cabrita, do jornal online "Sol" que havia a realizar investigação sobre o assunto que levou à prisão deste homem quase uma semana atrás sobre o 23 de Novembro. José Guedes confessou a ela, os assassinatos numa entrevista filmada à sra. Cabrita antes de ser detido, embora não assumindo as mortes dessas três mulheres em 1992. Ele confessou mais dois crimes, de Janeiro de 2000 e de 2004, em Portugal e Alemanha (quando era emigrante).
No entanto, o juiz decidiu inicialmente pela prisão preventiva por causa do SMS para o telemóvel da jornalista do "Sol" onde ele ameaçou matar mais outra prostituta. No entanto posteriores investigações decorrentes da comparação das provas encontradas no local vieram a confirmar as suspeitas de alguns veteranos da Polícia Judiciária de que não se estaria na presençado verdadeiro "Estripador de Lisboa". A prisão preventiva decretada pelo juiz ainda se mantém, não porque ainda se presuma que seja ele o Estripador de Lisboa mas pela suspeita de que possa ser o autor da morte de Filipa Ferreira ocorrido em Aveiro, muito embora não haja ainda dados que corroborem esta tese. Segundo notícia do Jornal "Correio da Manhã" publicada no dia 11 de Janeiro de 2012:"José Guedes não é o estripador de Lisboa. A Polícia Judiciária comparou a impressão palmar encontrada num pacote de leite com sangue junto ao cadáver da terceira vítima, Maria João - assassinada em Loures a 15 de Março de 1993 - e chegou à conclusão de que afinal o operário de construção civil mentiu. A impressão da mão não é igual à de José Guedes, que entretanto continua preso na cadeia de Aveiro, uma vez que a sua prisão se baseia nas suspeitas de que, em 2000, matou Filipa Ferreira, em Cacia. A comparação terá sido feita recentemente. Nunca teria efeitos legais, uma vez que os crimes do estripador já prescreveram. No entanto, seria importante para que os inspectores atestassem a credibilidade do detido, que numa entrevista ao semanário ‘Sol' disse ser o responsável pela morte das três prostitutas da zona de Lisboa e chegou a entregar alguns diários onde descrevia o que aconteceu. Em 1993, quando a Polícia Judiciária descobriu a impressão de uma mão no pacote de leite, chegou a ser muito discutido entre os inspectores se o vestígio tinha qualidade para uma futura comparação. A impressão palmar acabou por ser incluída no processo por se considerar que era possível ser usada para comparação caso surgissem suspeitos. A versão de José Guedes levantou desde o início dúvidas à PJ, em especial a alguns históricos, que nunca acreditaram estar perante o serial killer. O facto de o operário de construção civil não possuir carro próprio provocou também alguma estranheza às autoridades. José Guedes disse a uma jornalista do ‘Sol' que ia para Lisboa de boleia com colegas, com quem trabalhava em Alenquer, e que após cometer os crimes voltava sempre no último autocarro, que partia às 00h35. Ora tal não é compatível com o horário que a Polícia Judiciária tem para o último crime: uma prostituta garante que ouviu a vítima gritar por volta da 01h00. Por desvendar continua a morte de Filipa Ferreira. Neste caso, os vestígios recolhidos na altura (2000) de nada servem, pois estão contaminados." No entanto, como ficou por apurar o envolvimento ou não do senhor José Guedes no caso do homicídio da senhorita Filipa Ferreira, as autoridades optaram por mantê-lo em prisão preventiva, estando portanto o nome dele dissociado deste caso, o que o confirma como não sendo o Estripador de Lisboa.

Comparações

Jack, o Estripador

Os crimes atribuídos ao Estripador de Lisboa foram comparados ao famoso Jack, o Estripador (em inglês, Jack the Ripper) outro assassino em série não-identificado e nunca preso, que agiu no miserável distrito de Whitechapel, em Londres (Capital do Reino Unido) em 1888, também conhecido como Estripador de Londres (em inglês, London Ripper). O nome foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres por alguém que se dizia o criminoso.

Ficção portuguesa baseada no caso

Em 1996Francisco Moita Flores escreveu o guião para uma série, Polícias, a qual retratava uma brigada da Polícia Judiciária que tinha como principal objectivo investigar mortes causadas por um estripador semelhante.
O primeiro episódio da série Cidade Despida, série que relatava o dia-a-dia de uma brigada da PJ, da autoria de Pedro Lopes e, exibida em 2010 na RTP1, também relatou um caso baseado no modus-operandi deste estripador. O único traço que desvia da realidade é que nesta adaptação, o criminoso foi capturado.

Referências

  1. ↑ a b c d e José Bento Amaro (22 de Julho de 2010). A história de Zé Borrego, o único assassino em série (em português). Público.
  2.  Felícia Cabrita (2 de Dezembro de 2011). Estripador queria 'acabar com a sujidade' das prostitutas [novos vídeos]Sol. Página visitada em 2 de Dezembro de 2011.
  3.  Alegado «estripador de Lisboa» terá sido revelado devido à «Casa dos Segredos» (em português)A Bola (2 de Dezembro de 2011). Página visitada em 2 de Dezembro de 2011.
  4.  [1] [2]
  5. ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac Estripador já não paga pelo primeiro homicídio. Correio da Manhã (31 de Julho de 2007).
  6. ↑ a b c d e Caso do estripador de Lisboa prescreve hoje. Última Hora (31 de Julho de 2007).
  7. ↑ a b c d Prescreve hoje primeiro crime do Estripador de Lisboa. SIC (31 de Julho de 2007).
  8. ↑ a b c d e LUÍSA BOTINAS (31 de Julho de 2007). Primeiro crime do "estripador de Lisboa" prescreve ao fim de 15 anos. Diário de Notícias.
  9. ↑ a b Título não preenchido, favor adicionar. Correiomanha.pt.
  10. ↑ a b c d e f g Unsolved Serial Killings; Portugal, Libson. GeoCities.[ligação inativa] Archive Web às 12:16:56 de 27 de Outubro de 2009
  11. ↑ a b c d Unsolved Serial Killings; Massachusetts, New Bedford. GeoCities.[ligação inativa] Archive Web às 12:16:57 de 27 de Outubro de 2009
  12. ↑ a b Caso do "estripador de Lisboa" prescreve (actual.). Correio da Manhã (31 de Julho de 2007).

Ligações externas